Segunda Guerra da lugar aos confrontos modernos
Após três versões baseadas na Segunda Guerra Mundial, a Activision mudou o foco de seu
Aclamado FPS e, pelas mãos da competente Infinity Ward, lançou Call of Duty 4: Modern Warfare, que, como o nome sugere, foi baseado nas guerras atuais. A história do jogo não possui personagens reais, mas faz claras referências aos diversos conflitos enfrentados pelas forças norte-americanas e inglesas, inclusive a polêmica utilização de bombas nucleares. A mudança deu certo e mais uma vez CoD saiu vitorioso.
Ataque cirúrgico
A transição do passado para o presente fez muito bem a Call of Duty. É inegável que a Segunda Guerra já está cansando e não consegue mais prender a atenção dos jogadores – perda natural de popularidade, já que a série Medal of Honor explora o tema desde 1999. O tema escolhido para CoD4 causa uma imersão maior ao jogador na ação, já que o assunto é amplamente divulgado na mídia e o jogo representa os ambientes com um visual foto realista. Um bom exemplo da imersão acontece logo nos primeiros minutos de jogo, quando você presencia o seu próprio assassinato por manifestantes no oriente médio. Há uma cena muito interessante que nos coloca no banco traseiro de um carro – com um painel muito detalhado, diga-se de passagem – onde acontece o primeiro choque. Parece que estamos realmente no Afeganistão, e a guerra civil está tomando conta da cidade, com centenas de pessoas correndo, sendo revistadas e presas, carros incendiados e armas de fogo por todos os lados – é a representação máxima do caos que já presenciei em um jogo de videogame.
Outra característica marcante da jogabilidade de Call of Duty é a presença constante de trincheiras e esconderijos para se proteger dos tiros inimigos. Nesta nova versão, há muito mais opções, proporcionando ao jogador uma grande variedade de locais para se esconder, como carros, muros, matagal, placas de publicidade, mesas de escritório... E muitas vezes você precisa encontrar uma saída criativa para se esconder e não acabar metralhado.
Lindo de morrer
O tiroteio do jogo é frenético e temos poucos minutos para contemplar a beleza dos cenários, mas quando tiver um tempo, não deixe de conferir minuciosamente o trabalho visual feito pela Infinity Ward. Tudo é muito belo, detalhado e realístico. A fluidez da ação também impressiona. Tiros ricocheteiam por todos os lados, pessoas correm desesperadamente, bombas explodem a todo instante. E tudo isso sem queda de frame-rate, mantendo o ritmo frenético da ação que só uma guerra proporciona.
Jogo curto, Multiplayer longo
Sim, terminar Call of Duty não leva mais que uma noite. O jogo é muito curto para os padrões do gênero, mas seu multiplayer compensa. São ao todo 16 mapas e 13 modos diferentes. Além disso, há jogatina local para até quatro jogadores e online para até 18 pessoas nos consoles (PS3 e Xbox 360) e 32 no PC. O tradicional Death-Match marca presença, mas há até mini-objetivos para se divertir com os amigos na rede. Um ponto favorável à jogatina de CoD4 é o enredo atual que proporciona armas modernas e poderosas aos jogadores, se tornando uma boa opção para aqueles que (ainda) não conseguiram largar o bom e velho Counter-Strike, que foi banido temporariamente e faz de Call of Duty 4 um forte candidato para o posto de “o novo sucesso das Lan Houses”.