E assim caminha o crescimento do nosso mercado de games...
O mercado de games brasileiro engatinha rumo ao crescimento, mas necessita da atenção dos governantes para que isto aconteça de forma ágil. Infelizmente, o que vemos é falta de atitude e trabalho para que este mercado tão importante para os EUA, Japão, Itália, Portugal, Espanha e por que não, México, chegue ao Brasil com a mesma força.
Videogame é cultura. Dá dinheiro. Inclusive para político. Será que não está na hora de acabar com a palhaçada e ter um pouco mais de respeito com os jogadores e profissionais da área de games que tanto lutam (muitas vezes dá desgosto de lutar, confesso) para que o mercado realmente apareça de forma sustentável e lucrativa?
Mais uma vez, o governo não se mexeu para diminuir a quantidade absurda de impostos que acarretam cada produto do segmento de videogames. Os jogos continuam custando o triplo do preço praticado no mercado mexicano, mas ao menos, os nossos prezados governantes estão aparecendo na mídia para falar de videogame.
Diminuir impostos e fazer o crescimento de um segmento importante da industria não dá ibope. Proibir um jogo dá. E assim Everquest e Counter Strike foram banidos. Agora, a bola da vez é Bully, jogo da Rockstar que conta a história de Jimmy Hopkins, um garoto - problema recém-chegado ao colégio interno de Bullworth.
Vejam abaixo, o texto na íntegra, retirado do site do ministério público de RS:
Proibida venda de jogo eletrônico
Por: Jorn. Ricardo Grecellé
"Bully" retrata ambiente de violência e corrupção em ambiente escolar e é considerado nocivo pelo Ministério Público
A empresa JPF Maggazine LTDA. está proibida de importar, distribuir e comercializar o jogo eletrônico “Bully”. A medida liminar atende ação coletiva de consumo ajuizada pelo Centro Integrado de Apoio Operacional e Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor – Cidecon. A decisão do juiz Flávio Rabello determina, ainda, que seja oficiado às empresas proprietárias dos sites onde o jogo está sendo comercializado para que providenciem a suspensão dos anúncios e a comercialização do jogo no prazo de 30 dias úteis, além de informar ao Juízo as listagens de outras empresas que, eventualmente, tenham adquirido o jogo.
A ação foi ajuizada a partir de representação encaminhada ao Cidecon pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, objetivando investigar a ocorrência de prática abusiva na comercialização do jogo eletrônico.
Ambientado em escola de nível médio, “Bully” retrata, fundamentalmente, situações ditadas pela violência, provocação, corrupção, humilhação e professores inescrupulosos, nocivo à formação de crianças e adolescentes e ao público em geral. Em caso de descumprimento das determinações judiciais, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, atualizada pelo IGP-M.
Fique de olho no Hardgamer. Entramos em contato com o Ministério Público e estamos acompanhando o caso de perto. Esperamos ter notícias melhores logo mais!